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sexta-feira, 18 de março de 2016

Ele nasceu já sabendo mamar. E nós entramos em Lua de Leite mais que imediatamente. Até um ano ele praticamente só mamou. E nós nos apavorávamos porque achávamos que ele nunca iria aprender a comer. Aprendeu. O mamá continuou. E fomos assim até 2 anos e pouquinho. Mamá a toda hora. De dia e de noite. Um recém nascido com mais de 2 anos.


17 de março de 2016 foi o dia. Sob uma Lua em Câncer e um Bom Fim fervilhando de gente. Foi noite de St Patrick, novidade por aqui. As ruas cheias de gente e de latas de cerveja. Fizemos a rotina da noite: banho, escovar os dentes, limpar o nariz com a seringa e ....mamá sofá? Não. Já havíamos feito nossa despedida um dia antes. A mamãe explicara que não queria mais dar mamá e que, além disso, precisava usar um remedinho para o dodói da pele. Ele me ouviu atento e com o bico do seio entre os dentes disse: qué mamá! Parecia querer me dizer: ok, mamãe, eu já entendi. Me deixa pelo menos então aproveitar meu último mamá. Foi o que eu ouvi nas entrelinhas da nossa comunicação silenciosa.


Durante dois anos e meio foi assim que ele dormiu: adormecendo nos meus braços e com o seio na boca. Ontem foi diferente. Bem, não totalmente diferente. Eu o aninhei no meu colo, expliquei que não teríamos mais mamá, mas que a mamãe estaria ali ao lado dele, sempre. Ele não disse nada, ficou mexendo num sinal que tenho acima do seio e me pediu para contar a história do urso. Contei umas 5 histórias e ele estava quase pegando no sono. Mas aí se agitou. As crianças fazem isso para não se entregarem. Porque o dia foi muito bom e elas não querem que acabe. Me pediu o iPad e assistimos então alguns episódios da Masha e o Urso. Desliguei e disse para ele pegar na minha mão. Ele pegou e, em seguida, dormiu. Não sem antes pedir que eu contasse mais um pouquinho da história do urso.


Foram 4 meses de desmame. Um processo relativamente rápido até. Começamos com o desmame noturno, pois eu não aguentava mais o sono picado à noite. Nos entendemos muito bem, em 2 semanas eu estava já dormindo a noite toda. E ele também. Depois, devagarinho, partimos para o desmame diurno e concluímos tudo ontem, com a retirada do último mamá. Aquele que bota a criança pra dormir à noite. O mais temido de tirar.


Eu fui sempre bastante sincera com ele. Eu não queria mais. Mas também não queria deixa-lo dançando sozinho na pista de dança. Por ele, seguiria mamando. Não faz mal nenhum. Não atrasa a criança em nada, pelo contrário, é o melhor alimento do mundo. Não impede que ela socialize, nem nada do gênero. Dizem até pesquisas recentes que crianças que mamam no peito são mais inteligentes.


Fui eu que cansei. E resolvi confiar nesse sinal. Ontem senti também que cumpri meu papel com sucesso. Fiquei com a sensação de dever cumprido. Ainda não sinto saudades, confesso. Mas possivelmente sentirei. Entendedoras entenderão. Neste momento, eu sinto alívio e felicidade por termos conseguido realizar esse desmame conduzido. Foi respeitoso, foi leve e eu estou muito feliz por nós.


Agradeço às inúmeras mulheres com quem convivo e partilho experiências. Vocês foram um bálsamo, uma luz. Muito obrigada mesmo! 
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